Kindle Week na Amazon

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A partir de hoje (06/03), até domingo (12/03), a Amazon vai disponibilizar no seu site vários e-books com desconto, em decorrência da Kindle Week. Durante esses dias, o meu livro, “O amor vagabundo”, que está participando, estará sendo vendido por 1,99. Para dar uma olhada é só clicar na imagem.

Caso seja de preferência o livro físico, ele está sendo vendido exclusivamente AQUI.

 

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Desconto na edição impressa de “O amor vagabundo”

 

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Para quem ainda não adquiriu a edição impressa do meu livro “O amor vagabundo”, ela está com um desconto bacaninha AQUI.

 

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E-book de “O amor vagabundo” gratuito na Amazon

 

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O e-book do meu romance mais recente, “O amor vagabundo”, publicado em 14 de setembro deste ano, está disponível para leitura gratuita na Amazon hoje (11 de dezembro de 2016) e amanhã (12 de dezembro de 2016). Aproveita para baixar, ler, avaliar e comentar o que achou. AQUI

 

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Poema XVIII

XVIII

 

ainda que o mundo tenha me negado a vida que eu haveria de ter

continuo procurando nas bordas do osso

a vontade de uma força lancinante que se sobrepuja à carne

ainda que eu seja o pleno amadorismo dos começos

continuo tentando penetrar nas desbravuras do íntimo silêncio

pois é compreensível que minhas palavras não tenham chegado longe

já que o subterfúgio que esbocei para mim

não tem nenhuma forma e nenhum roteiro significável

ainda que eu não conheça o sucesso das entrelinhas

ainda que eu não tenha o domínio das concisões

permito a mim a fragilidade tosca que se reinventa

a cada ínterim de uma observação da força das peles

ainda que tudo tenha se materializado tão pouco

diante do objetivo rumor de cada palavra

continuo a desejar a subjetividade inconstante

de sílabas que não se dizem de nenhum sentido

ainda que os braços tenham se desenvolvido fracos e trêmulos

ainda que os pés tenham espezinhado o graminoso chão

ainda que os ponteiros não se mantenham rijos nas horas

ainda que o disforme se perca intranquilo na loucura

ainda que a fome se beire insustentável nas bocas

ainda que tudo tenha se esboçado em um muito nada

ainda assim haveria de ter em mim

o desejo tresloucado de cada início

quando ainda o muito cedo se desenha satisfatório

quando a luta sempre é muita mesmo que se acabe

quando as coisas parecem significar o tudo que existe

mesmo que ainda nada tenha sido criado

e então o tudo o nada as coisas e o mundo

poderão se reinventar maiores que o primeiro segundo de cada coisa

que existe a partir do momento em que é pensada.

 

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Poema XVII

XVII

 

se minhas palavras não te fazem sentido

respira esse ar quente que sai da minha boca

ouve a música que toca lá fora

sente no teu peito o afável das costas das minhas mãos

observa os meus olhos que mudos se invertem

para te compreender o extenso silêncio que nasce

deste único instante que se movimenta

e veja como tudo se transpõe em completo declínio

até se desfazer no poente do instante

vê como o enfrentamento agora é mais fácil?

agora que te trago pelas mãos por entre as palavras

as impenetráveis significações que antes

se faziam obscuras tensas e voláteis

pois é que a compreensão te soa distante

a partir do momento em que nos afastamos

do silêncio das nossas vozes.

 

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Poema XVI

XVI

 

se eu te contar que vi um segredo no meio do nada

você acreditaria em mim?

acreditaria em mim se te dissesse do desejo

que vive espesso às escondidas no fundo do corpo?

acreditaria em mim? ainda que eu te entregasse nas mãos

esse negrume em forma de silêncio?

ainda que eu te entregasse palavras recônditas

do fundo da minha garganta

e que talvez nada te pudessem significar?

continuaria acreditando em mim se eu te dissesse

que tudo o que te gira em torno é uma ilusão

que te inventei para que eu pudesse te esboçar

na realidade fora dos sonhos?

você acreditaria em mim

mesmo que no nada eu me atirasse

como num remoinho indecifrável

a fim de que me tornasse teu segredo?

são só dúvidas mas se materializam

se feitas de carne.

 

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Poema XV

XV

 

queria saber pontilhar de incerteza a tua cólera

assim como se pontilha a escuridão numa noite

em que você precisa saber da minha cara

você a conhece a minha cara

sabe das rugas os caminhos

sabe até mesmo o que por trás delas se esconde

você atravessa essa pele esses músculos frágeis

consegue enxergar o estranhoso mundo que me prende

o inabitável o que se desmancha pelas muitas carícias

sabe que continuo virgem da vontade dos teus braços

que continuo a roer os caminhos por onde você perpassa

todo aquele silêncio de vozes consternadas

então olha me observa

me faz atravessar o côncavo teu corpo

o incorpóreo da tua fome

me olha e me entrega a faca para cortar essa corda

olha a minha cara as minhas mãos que te esperam

saiba que na cólera que se imagina dentro de você

o muito doloroso é o que me afeta

na escassez da tua força é que reside em mim o teu cansaço

observa porque a mesma tua fome que abomina

é o gosto sacro do teu beijo que me permanece vivo

a ilusão etérea o esfumaçável teu destino entrelaçado ao meu

ambos duas curvas no côncavo teu corpo

na esfera tua concretude

a amplidão do interior da tua boca

e então inexiste a tua palavra

a cólera que se imagina dentro de você

porque eu não consigo pontilhar de certeza ou de dúvida

a tão carnosa fome que te habita o peito

porque é ali onde antes eu estava trêmulo e vivo

que agora reside o teu afeto.

 

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